1 mês

17 07 2009

Faz hoje 1 mês, mas parece-me que passou muito mais tempo.

Acho que estamos a lidar com esta situação precisamente da forma como sempre fomos: nunca houve comparação com outros casais, sempre fomos “mais”. Mais amor, mais ódio, mais luta, mais ciúme, mais carinho, mais combate, mais atenção, mais ligados, mais inseparáveis, mais abraçados, mais beijados.

Mesmo na separação somos muito maiores do que os outros.

Nos últimos dias tenho estado com uma amiga minha, a S. Ela não entende como é que estando separados continuamos a trocar mensagens sobre onde estamos ou o que estamos a fazer. E eu não entendo a surpresa. Sei que eu preciso tanto disso como ele. É natural. Sempre fomos muito mais do que isso. As mensagens são apenas um restinho que sobrou.





devo estar parvinha de todo…

7 07 2009

…mas já agora quero testar o meu limite.

Alguma coisa hei-de aprender com isto.





a carta que não era de amor

1 07 2009

Ontem escrevi-lhe uma carta que não era de amor. Era uma carta onde abri o meu coração como achei que devia fazer. Não lhe disse que o amo, que ainda gosto dele, que temos de voltar um para o outro senão morro de tristeza.

Disse-lhe o que sinto, de coração aberto e completamente desarmado. Disse-lhe o que não estava a conseguir dizer por dificuldade de comunicação. Não tinha já nada a perder. Tenho tempo para esperar, não tenho pressa de encontrar ninguém nem ânsia de ser quem não sou. Tenho capacidade para aprender e para mudar as minhas atitudes que, melhor do que ninguém, sei que foram erradas e que detonaram pilares importantes. Sei que vamos os dois aprender muito com isto. Não tenho pressa. Mesmo.