Acabei de ouvir um repórter da RTP, em directo do Bairro da Horta Nova em Lisboa, dizer que o bairro é habitado por indivíduos de “etnia cigana e pessoas de cor”.
Mas o que é que se passa com os cursos de comunicação social?
Acabei de ouvir um repórter da RTP, em directo do Bairro da Horta Nova em Lisboa, dizer que o bairro é habitado por indivíduos de “etnia cigana e pessoas de cor”.
Mas o que é que se passa com os cursos de comunicação social?
Realmente a vida é de uma ironia do caraças. Não venho aqui há meses e quando regresso verifico que um dos termos que mais faz as pessoas aterrarem aqui de páraquedas é “moleskine”. A culpa é deste post.
Acontece porém que devido a uma historieta de faca e alguidar, que não vou aqui revelar mas que guardarei para sempre na minha cabeçorra dura, peguei no meu moleskine e fi-lo em mil bocados. Mesmo assim na loucura. Nunca mais hei-de ter um e mesmo que mo ofereçam faço logo a boa acção de o atirar pela janela.
Se há nome que hoje odeio é este: moleskine. Este assim na sua forma original e toda a puta de variação fonética que lhe possam inventar.
A partir de agora só agendas ambar.
Comprei casa. Fiz mudanças. Comprei um sofá novo. Na prática, tudo isto pode ser conjugado na 1ª pessoa do plural. Desconfio que andam a fazer da minha testa um bengaleiro mas já passei à frente. A vingança é um prato que se serve frio e o tempo cura a maioria das feridas. Procurei um psiquiatra que me disse que eu não precisava de um psiquiatra. Paguei 80 euros. Receitou-me uns comprimidos para a felicidade. Que pena durarem só seis meses. Tenho saído à noite. Fiz 30 anos. Comprei os meus primeiros sapatos não-rasos… altos, vá. Depois comprei os segundos. Altos mesmo. É uma sensação porreira andar lá por cima. Já não me preocupo com coisas insignificantes. Penso mais em mim. Acho que é só.