Serviço público (1)

30 11 2006

Sempre que alguém encostasse todo o corpanzil (da cabeça aos pés) aos varões que estão nas carruagens do metro – que servem para apoiar várias mãos e não apenas um corpo - ouvir-se-ia a Kalashnikov do Goran Bregović.





O meu pequeno caso de CSI

30 11 2006

Vou partilhar isto aqui. Cena macrabra.

Vim agora da rua. Quando andamos na rua, a não ser que sejamos atrofiados, não olhamos para o chão, olhamos para a frente. Mas andar com um cão vocacionado para farejar é outra coisa. A minha cadela obrigou-me a olhar para o chão. Era uma pegada de sangue marcada por um sapato. Não eram pingos de sangue, era uma pegada bem marcadinha com o rasto do sapato muito bem desenhado. Mais uma, e outra e outra, por ali fora, pelo menos uns 100 metros até parar em definitivo. Tão estranho… Era sangue fresco. Como se alguém estivesse a sangrar muito de uma perna, tanto que a perna da calça estivesse ensopada e o sapato já cheio dele.

Talvez eu ande a ver CSI demais. Pode ser isso. Mas aquilo não era normal. Assim à primeira vista é apenas um rasto de sangue, mas pode estar ligado a um crime, sei lá.

Não resisti. Liguei para a polícia. Diz que vão lá mandar alguém.

Se calhar devia ter ido para antropologia forense. Pois era.





Ora aí está!

28 11 2006

Médicos e enfermeiros assumem posição favorável à despenalização.
Finalmente um cheirinho bom no meio de tanta hipocrisia. Isto promete.





Natalidade portuguesa

27 11 2006




Natural born anthropologist

18 11 2006

Zé Manel revelou-se um “antropólogo popular” nato. Em Uma alma para a Europa não poupa os conceitos que outros – os “antropólogos cientistas” – usam com parcimónia. Tanta parcimónia que ninguém chega a ouvi-los. Estão aqui sublinhados.

Cultura(s), identidades (nacional, regional, local), multiculturalismo, respeito pela diversidade, integração social, sentimento de pertença, deslocalização, desenvolvimento humano, desenraizamento, vida colectiva, destino partilhado, diversidade das origens e das línguas, tecido complexo de valores, opiniões, crenças, diferenças, diálogo entre culturas, a Europa como “lar partilhado”.

Está lá tudo.

Quem será o antropólogo que o Zé Manel consulta e que o põe a discursar assim?