devo estar parvinha de todo…

7 07 2009

…mas já agora quero testar o meu limite.

Alguma coisa hei-de aprender com isto.





a carta que não era de amor

1 07 2009

Ontem escrevi-lhe uma carta que não era de amor. Era uma carta onde abri o meu coração como achei que devia fazer. Não lhe disse que o amo, que ainda gosto dele, que temos de voltar um para o outro senão morro de tristeza.

Disse-lhe o que sinto, de coração aberto e completamente desarmado. Disse-lhe o que não estava a conseguir dizer por dificuldade de comunicação. Não tinha já nada a perder. Tenho tempo para esperar, não tenho pressa de encontrar ninguém nem ânsia de ser quem não sou. Tenho capacidade para aprender e para mudar as minhas atitudes que, melhor do que ninguém, sei que foram erradas e que detonaram pilares importantes. Sei que vamos os dois aprender muito com isto. Não tenho pressa. Mesmo.





cidades

29 06 2009

Na sequência do post anterior, quero deixar aqui uma nota.

Como estávamos numa esplanada vi Lisboa anoitecer. Lisboa tem um anoitecer feio. Há ali uma hora em que se despe da vida e renasce em miséria. Sem-abrigo, indigentes, loucos e pessoas abandonadas. Depois de sair do metro fiz caminho do costume para o  terminal de autocarros. Até nesse caminho, que me é tão familiar como o interior da minha mala, o cair da noite soou diferente.

Depois o inverso. A minha cidade. O sítio que me está na pele. Onde anoitece como amanhece, pelo menos aos meus olhos. Onde as esquinas são seguras, onde as sombras são certamente de alguém que conhecemos. Esta cidade é minha, pertence-me.

As cidades serão talvez como as pessoas. Por mais que as conheçamos elas têm de nos estar na pele para que nos sintamos confortáveis na sua companhia.





boa surpresa

29 06 2009

A vida tem destas coisas. Fecha umas portas para abrir outras.

Ontem encontrei no Facebook uma grande amiga de liceu que não via há uns 8 anos. Foi viver para Londres e perdi todos os contactos dela. Não sabia se estava viva ou morta. Está viva, feliz e bonita como sempre.

Hoje recebi a mais inesperada das visitas. Um dos meus amigos da residência de estudantes onde vivi há uns 11 anos atrás foi visitar-me ao trabalho. Fiquei até emocionada (o que nos últimos dias não é difícil). Geralmente éramos sempre quatro quando saíamos: eu, a S., o J. e o P. Mas a festa ficava sempre mais divertida quando aparecia o M.

Esteve nos últimos 8 anos a viver em Londres (está toda a gente em Londres???), chegou a encontrar-se lá com o J. e foi mantendo contacto com o P. e com a S.

Durante uns tempos ainda mantive contacto com ele por e-mail mas depois perdi-lhe completamente o norte. Hoje apareceu-me lá, igual a ele próprio. Estava de passagem por Lisboa e tinha combinado com um pessoal da turma dele de licenciatura ir beber uma cerveja e comer uns tremoços ali perto depois do expediente. Perguntou-me se queria ir. Ainda hesitei, mas como ultimamente – infelizmente - não tenho ninguém em casa à minha espera, decidi aceitar. Acabou por ser porreiro. Conversas diferentes, pessoas diferentes. Com ele está-se sempre em boa companhia. Até já me tinha esquecido. Serenidade e bom-humor com fartura. Às 9 e pouco lá foi para a estação do Oriente apanhar o intercidades para o Porto. Deve ter uma comitiva à espera dele. Trocámos contactos. Ele vai ficar no Porto até Setembro e depois regressa para Londres. Pode ser que ainda nos encontremos. Era um bom amigo ele.





bora lá jogar

28 06 2009

Mais um dia. Hoje estive com uma amiga que não via há anos. Éramos unha e carne. Conheci a filhota dela que tem uns 4 meses. É linda. Queria ter tido uma daquelas contigo, mas pensámos demais.

Apesar da distância e do tempo que passamos sem nos vermos, pareceu-nos que tinhamos estado juntas ontem. É uma sensação maravilhosa e reconfortante. Ela sempre foi uma pessoa simples. Amadureceu com as partidas que a vida lhe pregou. Tem autoridade para dizer uma coisas e sabe como mas pode dizer. Sabe sobretudo que as pode dizer. E sabe que por mais conselhos que possamos dar aos outros, aqueles que sabem melhor ouvir são os que nos deixam felizes. Nisso ela foi sábia, mas realista. Disse-me coisas simples, mas disse-me bem.

Sinto-me mais forte. Já que estou no jogo é para jogar. Não importa o resultado.

Há amigos que são para sempre.